Falta emprego ou bons profissionais?

Recentemente precisei contratar novos professores. Que bom: sinal de que a empresa vai bem, mais pessoas tem indicado o meu serviço. Logo, preciso responder à altura, com bons profissionais.

Estou longe de ser uma professora perfeita. Por isso, busco professores que sejam melhores que eu, para que eu possa confiar o meu cliente à ele também.

 

Dizem que a economia ainda vai mal, que há muitas pessoas desempregadas e que professores de idiomas é “mato¹”: sempre tem um disponível aqui ou ali. Confesso não gostar nada nada da ideia de contratar uma pessoa que trate o segmento de ensino de línguas como um trabalho free-lance ou como um complemento de renda. Eu simplesmente não contrato, por entender que o foco da pessoa é outro, que ela não engajará como um profissional que trabalha para isso, não estudou o assunto, provavelmente desconhece sobre metodologias e que qualquer outro compromisso poderá ter a sua preferência. Mesmo excluindo este perfil, estava confiante que seria uma tarefa fácil, afinal, a oferta de professores estaria maior que a de alunos. Que ilusão a minha…

 

Fiquei com dó dos alunos que buscam por professores de línguas!

Tem muita gente que até se certificou no idioma ou que passou 1 mês fora do país. Mas que não entende nada de gramática, de didática, de materiais, de metodologia, de técnicas de ensino…

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Sou muito exigente?

Entrevistei uma moça que disse ter passado 14 anos na Espanha e estaria há 4 no Brasil. Ao conversarmos em espanhol, cometeu erros gravíssimos e básicos do idioma. O argumento foi “a falta de prática”. 14 anos vivendo a cultura do lugar, o seu cérebro já armazenou o idioma na memória fixa. Você não esquece mais.

 

Outro que disse ter morado em Dover, na Inglaterra, por 4 anos. Mas ele não esperava que eu também tivesse morado lá e não soube responder minhas perguntas sobre a rotina do lugar. Minha conclusão: ele nunca pisou em Dover.

 

Como professor, é imprescindível que se conheça os termos técnicos da língua, mesmo sem apresentá-los diretamente ao aluno (um aluno não precisa saber o que é “pluscuamperfecto”. Melhor se nem ouvir o termo, pra não assustar, rs. Mas um professor sim!). Por quê? Pra saber o que e como procurar exercícios e exemplos na internet, por exemplo ou pra saber discutir o tema com outros professores, no intuito de ‘troca de figurinhas’.

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Resultado? Frustrada.

Não só com a falta de bons professores no mercado, ou em ver o meu mercado ‘tão prostituído‘, mas principalmente em ver o quão distante estamos nós, brasileiros, de nos tornarmos um país bilíngue.

 

A arte de ensinar é linda. E chegar ao nível de compartilhar experiências com os outros demanda investimento ($), tempo, disciplina. Um professor de idiomas é certificado, é viajado, é sempre testado, entende a necessidade de se manter como um eterno aluno, é inovador, é leitor.

 

O Brasil está mesmo em crise com falta de oferta ou não temos profissionais que se encaixem no perfil das vagas oferecidas?

 

¹ é mato: expressão brasileira que significa “aos montes”, muita oferta.

 

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30 de janeiro de 2020

1 responses on "Falta emprego ou bons profissionais?"

  1. Avatar

    Great content! Super high-quality! Keep it up! 🙂

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