Inglês, espanhol e os ‘brancos de memória’

Você sabia que o branco na memória não é tão ruim quanto parece?
Segundo Renato Alves, em “10 hábitos da memorização”, o ‘branco’ é um eficiente alarme silencioso emitido pelo cérebro todas as vezes que algo de errado está acontecendo com você. Problemas como falta de sono, fadiga mental ou física, fome, sede, dor, sedentarismo, tensão física, álcool, drogas, medo, raiva, preguiça, preocupação, ansiedade… O cérebro (repetiliano) vai sempre priorizar estes essas sensações primeiro (instinto vem sempre antes da razão e emoção). Administre isso e sua memória vai agir a seu favor!

A melhor forma de evitar os brancos é prevenindo-os. E existe várias formas de fazer isso. Cito 3:

  • Uma delas é pensar de maneira mais positiva…. Prefira o “vou lembrar” do que o “não posso esquecer”. O cérebro tem dificuldade de absorver a palavra “não”.
  • Evite frases ou palavras que gerem estresse. Sob pressão, a memória tem dificuldade de funcionar. Prefira “Sei que vou bem na entrevista em inglês” do que “E se eu não entender nada do que o gringo disser?”
  • Se exponha à simulados, treinamentos…. sempre. Quanto mais acostumado você estiver com algo, maior a probabilidade de ganhar confiança, se sentir confortável, inclusive com o erro. Por isso as  aulas de idiomas, mesmo para alunos avançados, devem sempre fazer parte da sua rotina: para manter-se acostumado e confortável com a língua estrangeira, mesmo quando sob pressão.

 

Tudo o que vivemos são armazenados na memória, em camadas. Quanto mais antigas e menos usadas são as memórias, mais profunda é a camada que ela estará armazenada. Logo, é mais difícil de acessá-la(s). Mas não impossível. Veja algumas técnicas que uso com meus alunos e comigo mesma:

  • A tecnologia pode ajudar, se usada de forma inteligente. Aplicativos de flashcards, por exemplo, são ótimos para manter o que se quer memorizar nas camadas mais superficiais do cérebro.
  • Ao tentar buscar algo mais profundo na memória, vá por partes: visualize o professor, o local onde estava, o assunto que tratavam, as prováveis piadas e comentários que ouviu em aula (por isso é tão importante criar exemplos que causem impacto e fortes emoções no aprendizado, como sustos, ataques de risos, inconformismo, etc. Isso gerará impacto e o cérebro reterá o momento mais facilmente!), se você anotou a palavra, se houve associação com algo, etc.
  • Crie associações no ato do aprendizado. E quanto mais realistas ou engraçadas, melhor, pois chamará a atenção do cérebro!
    Se você for destro, lembre-se que o lado “right” é o lado que você “write“;
    Horse, of course” (elas rimam!) – Logo, a palavra COURSE (curso) não pode soar como CURSE (maldição).

No próximo artigo, falarei mais sobre como as associações são ótimas aliadas no ensino-aprendizagem de idiomas e, assim, prevenindo possíveis futuros “brancos de memória” 😉

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14 de abril de 2018